segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Personal Branding

Sua marca é o que dizem de você!

Construir imagem não é tarefa das mais simples, principalmente na era dos compartilhamentos, da exposição digital e da instabilidade do  mercado em si. Porém, é preciso se posicionar diante tanta oferta de mão-de-obra.
A questão não é falar de sua importância, mas se tornar relevante. No cenário organizacional, é  fundamental desatacar-se no fazer acontecer.

Construir uma marca pessoal requer tempo, dedicação, compromisso e claro, aptidão no desenvolvimento das atividades de sua carreira. Tornar-se referência requer, acima de tudo, relacionamento, direção de onde se quer ir, boa comunicação com o meio, liderança com essência, forte trabalho em equipe, qualificação e ética sempre.  É preciso saber resolver as coisas agregando pessoas.

Credibilidade passa longe de apenas falar o que se é, de expor qualidades. As características de um profissional competente, que se difere competitivamente de outros, devem ser percebidas, sentidas por todos - não somente no espaço físico do seu trabalho -. Para se destacar, é necessário que, na mente dos outros, você seja lembrado sempre que precisar de um trabalho de excelência.
Existe ai, um paradoxo imenso, uma verdadeira casca de banana que muitos profissionais bons escorregam. Fazer acontecer, resolver problemas e ser criativo no meio corporativo não tem nada haver com invadir o espaço do outro. É preciso muita perspicácia para não se tornar um metido, ao invés de solucionador de cenários.


O grande profissional, traz consigo habilidades de união e nunca de desmanche. Para se tornar referência,
criar um nome de mercado, ego e vaidade deverão ser deixados de lado. Causar empatia é importante tanto quanto o conhecimento. Enxergar somente a si é um erro com proporções incontroláveis. Sua marca é o que dizem de você!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Case. Brastemp

Na era digital, interações através das mídias sociais, opiniões compartilhadas, grandes empresas se tornam presença constante na Internet. A campanha da vez pertence à Brastemp . Com um novo modelo de comunicação, a organização apostou forte na convergência, para mostrar sua nova geração de produtos. A proposta perpassa, claro, pelo conceito de qualidade de sempre, mas desta vez, alinhado à modernidade.

Em uma proposta de associação de marcas, e Brastemp não abriu mão de se posicionar como uma empresa de Vanguarda, mas, de forma feliz, realizou um mix entre tradição e contemporaneidade.
O comercial é totalmente voltado para o mundo digital, com fatos e linguagens atuais, seguindo o linha de do Storytelling. Contando uma história que capta a atenção de quem assiste.
A chamada, rica em memes, viralizou nas redes sociais, ganhou o carinho do público e fincou a nova proposta de posicionamento da instituição. A marca, player líder de mercado há anos, se coloca como solução diferenciada para os seus consumidores, sem perder o poder de inovação, e conexão com as tendências de momento. Dentro desta ótica, a identidade visual da Brastemp também se remodelou. Ganhou traços mais leves, discretos e apostou em um novo slogan. Sem dúvidas, Brastemp! Em alusão a percepção de seus consumidores de identificação da marca através de experiências positivas.




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Humanização de marcas



O conceito do marketing 1.0 se difundiu na revolução industrial.  Início de produções em larga escala e o foco em produtos. O fenômeno das expectativas de esperado, ampliado e em potencial não era trabalhado. A concepção das produções se fundamentava no modelo básico.


A satisfação do cliente não era preocupação das grandes indústrias e o desejo dos consumidores não interessava as fábricas. Funcionava da seguinte forma: produzir para vender à quem tenha dinheiro. E por muito tempo foi assim. Henry Ford sintetiza o engatinhar das produções em uma frase:

“O carro pode ser de qualquer cor, desde que seja preto”  



Com o advento das tecnologias, os moldes comerciais começaram a sofrer mutações. Clientes passaram a ter mais informações, opções de pesquisa, variações de produtos e assim,  o poder de escolha. Esses fenômenos reforçam a  prática da concorrência. Chegamos ao marketing 2.0. Agora, a percepção que o cliente tem opinião dentro dessa cadeia comercial começa a ganhar forma. Opções de produtos surgem de forma constante e o consumidor passa a ser o foco da venda! Aqui, desperta a necessidade de diferenciação, de posicionamento e entrega de produtos que satisfaçam expectativas. O cliente começa a ser estudado, nichos de mercado desenvolvem-se na busca do público alvo. Inicia-se a guerra pelo Marketing Share. Produto A em detrimento de B, atenção ao consumidor, mercado em potencial, busca da fidelização e concorrência acirrada. A vida globalizada fomenta ainda mais a competição. O mundo inteiro já vive o "American Way of life" e para empresas não serem engolidas pela concorrência e sumirem do mapa, entra em cena a Engenharia administrativa. Readequação de processos, sistemas tecnológicos e o valor das organizações.

Todas estas práticas corporativas corroboram para chegada do marketing 3.0. Não adianta mais vender apenas produtos escolhidos pelos clientes, é preciso conquistá-los em corpo, mente e espírito. O ser humano aqui, passa a ser a essência de qualquer modelo de negócio. As grandes organizações buscam satisfazer os desejos dos consumidores, antecipar-se para apresentar tendências na intenção de fidelização e destaque no mercado em que atua. Mais do que produtos e serviços, para sobreviver, é preciso ser uma Marca! Se torna fundamental criar valores, comunicar diferenciais e entregar satisfação.

Mais importante do que fazer uma venda, as organizações precisam fazer clientes. O modelo de gestão sustentável é inevitável. É preciso criar relevância, agregar valores e estar presente no dia-a-dia do consumidor. O produto ou serviço, serve aqui, como oportunidade, como canal para as organizações serem soluções, serem parceiras na vida das pessoas com qualidade, satisfação, estilo de vida e conceito, contemplando mais do que necessidades, respeitando princípios e realizando sonhos!


Estamos vivendo agora, a era do marketing 4.0, voltado para o universo digital. É claro que as estratégias off-line são tão importantes quanto, porém o conceito é inerente à conectividade, conhecimento compartilhado e opiniões múltiplas que impactam em todo processo decisório do consumidor. Portanto, é preciso ter uma imagem de credibilidade, criada com práticas repetidas e ações que ecoem a proposta da organização. Os consumidores, dentro do ecossistema digital, se tornam propagadores da percepção que a empresa representa, se tornam "advogados da marca".




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Reposicionamento de Marca: uma análise de caso da Jangadeiro FM.

O cenário da radiodifusão Cearense sempre esteve muito definido. Cada emissora disputando seu espaço com suas concorrentes, luta pelos mesmos ouvintes, programações parecidas (dentro de cada segmento), promoções repetidas e, consequentemente, respostas já esperadas. Nada de muito transformador. Rádios de segmentação popular tão iguais - uma espécie de abraço geral - em suas programações com tentativas, muitas vezes precipitadas, de massificação de conceito.

A verdade é que percepção de valor não é exatamente o que uma determinada organização - no caso emissora - fala. Mas sim, um mix: imagem, construção de conceito, experiência vivida pelo publico consumidor para assim, criar na cabeça (e coração) a real dimensão do que a marca representa. Assim tem feito a Jangadeiro FM, após todo o trabalho de reposicionamento de marca, iniciado ainda no começo de 2015.

A emissora não apostou apenas em massificar um slogan, mas entendeu e praticou em todas suas ações, a proposta apresentada. TODO MUNDO AMA, não foi apenas uma frase de efeito, mas um sentimento entregue e percebido por todo seu público de interesse. A emissora se reposicionou dentro do mesmo nicho de mercado, mas abraçou conceitos mais amplos que vão além de promos institucionais. A remodelagem de toda sua programação, a identidade Jangadeiro mais nítida, as promoções que dão vida e tornam tangíveis os valores oferecidos pela estação. A equipe de locutores se tornou mais linear, cada qual com suas particularidades claro, mas emitindo, transmitindo sempre o mesmo conceito. Felicidade, amizade, união, companheirismo, carinho e alto astral. Afinal, esse é um conjunto de atributos funcionais que TODO MUNDO AMA!

Criar uma identidade de frequência é sempre um grande desafio. Rádios segmentadas possuem mais características para tal feito, afinal, na teoria, falam para um grupo mais homogêneo. Se lançar em uma proposta imensa como essa, por ser de caráter popular, é inovar e criar diferenciação dentro do mesmo mercado. É competir oferecendo um serviço distinto. Produtos e serviços diferenciados conquistam corpo, mente e espírito dos seus consumidores. E foi exatamente todo esse conceito - de Kotler - proposto e vivenciado pela 88,9. A Jangadeiro FM partiu na frente na ERA DOS VALORES, e a resposta de todo o esforço e inovação praticada pela rádio foi se consolidar em 1º lugar geral no Ibope.

Qual o segredo?


A rádio que todo mundo ama apostou em comunicar sentimentos, e sentimentos só se tornam reais se forem compartilhados. Assim, eliminou a sensação de "locutores ilhados", reduziu a fragmentação dos programas, elevou a unificação de linguagem e criou união e integração, traduzindo essas 4 etapas em pertença por parte dos ouvintes, Afinal, todo mundo deseja está sempre na sintonia do amor.

Os quatro fenômenos apresentados é a composição do Oceano Azul. Uma teoria de diferenciação de mercado que desenvolve um modelo de negócio tão inovador e único, que a concorrência não consegue copiar. A teoria de Chan Kin, quando bem aplicada, leva a organização a ser um Player líder de mercado e foi exatamente o que aconteceu com a Jangadeiro FM. No caso de rádio: músicas, promoções, quadros e programas podem até ser copiados, mas o conceito e os valores sempre ficam para quem partiu na frente.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A.I.D.A

Vamos falar sobre AIDA? Vivemos um bombardeio de publicidade, informação por todos os lados, busca por venda "predatória" e conquista por uma fatia de mercado mais sustentável. Porém, a transação comercial isolada, por oportunidade e sem entender os fenômenos que acarretam a ação propriamente dita, pode ser perigoso para a própria manutenção dos negócios. Compreender todo o processo de fragmentação da venda ( possibilidade de desenvolver relacionamento ) é fundamental e funcional para a saúde do mundo corporativo. O que leva pessoas a consumirem uma determinada marca? Ir além e tornar-se fiel? Para responder questionamentos como estes, é necessário mapear a AIDA (Atenção, interesse, desejo e Ação). No cenário competitivo atual, não basta somente fazer uma boa propaganda de produtos e/ou serviços de uma determinada organização. Desenvolver relacionamento, em qualquer etapa do contato Empresa x público de interesse, é uma norma do século XXI. Pode ter funcionado no passado, onde a concorrência era menor e as relações aconteciam, na maioria das vezes, de maneira local, mas atualmente, é vital ter proximidade com seus consumidores, entendimento de mercado e saber com quem sua marca fala.
Etapa I: Atenção. É um desafio atrair atenção dos consumidores com tantas ofertas, variedades, condições e massificação de mídia. Por isso, no primeiro passo desta etapa, toda estratégia de marketing deve está muito clara, ciente do público que sua marca busca atingir, com linguagem direta e criativa. Entende-se por criativa, sair do óbvio. Todo mundo compete pela atenção dos consumidores, é preciso comunicar diferente, saltar da desatenção para retê-la. Nunca os meios criados para atrair atenção deverá gerar dissonância com a essência da empresa, o dia-a-dia, a forma que ela age com quem à rodeia. Isso poderá, depois de experimentada, decepção e repulsa. É melhor passar despercebido do que ser experiência negativa para os consumidores. Etapa II: Interesse. Uma vez captado a atenção das pessoas, é preciso despertar interesse. Estamos diante de um ótimo momento para se mostrar solução, apresentar atributos funcionais de negócios e facilidade na busca da informação. O consumidor em potencial está dando a oportunidade para a sua empresa se apresentar, dizer quem é e o que pode oferecer. Lembre-se que a informação deverá estar ao alcance de todos e precisa ser rápida, principalmente no online. Aqui, sua imagem institucional precisa ser muito boa, pois estamos na era dos compartilhamentos de opiniões na rede.(WEB 3.0)
Etapa III: Desejo. O desejo se manifesta (Corpo, mente e espírito) no consumidor, quando há percepção de atributos de valor na marca, diferenciais competitivos de mercado, benefícios que façam o possível cliente optar por uma marca em detrimento de outra. O envelopamento publicitário geralmente usa recursos de ser solução dos desejos e necessidades do cliente. Aqui, o público de interesse deverá ter todas as informações inerentes ao produto/serviço ofertado e, principalmente, de forma clara, a percepção de vantagens para que a quarta etapa se concretize. Etapa IV: Ação. A ação, é a finalização do negócio, a compra (meio físico e online). Por muito tempo, as empresas encerravam nesta quarta etapa, o processo de comunicação junto aos clientes. A extensão deste quadrante (5º estágio) é tão importante quanto os outros. O pós-venda, o canal de relacionamento com os clientes, o desenvolvimento da identidade de parceria e não de venda simplesmente, é a criação sustentável de manutenção da fatia de mercado. Na era da globalização, empresas não podem fazer vendas, precisam fazer clientes.

domingo, 2 de abril de 2017

Convergência Digital - Um novo olhar das mídias tradicionais.

É sabido que na era da tecnologia e informação, o jeito de se comunicar se modifica constantemente. Os monólogos perdem força e abrem espaço para comunicação interativa, participativa e unilateral. A produção de conteúdo não é mais exclusividade das redações. Os consumidores de informações produzem, através de seus Smartphones, conteúdos midiáticos de forma imediata. Invertem, muitas vezes, o papel na cadeia da comunicação e deixam de ser passivos. - apenas receptores, para ativos: produtores e protagonista das programações dos meios tradicionais como Rádio e TV.
Esse novo modelo de comunicação, surgiu na internet, ainda no ano de 2004, e é conhecido como Web 2.0*, onde o consumidor de conteúdo interage, compartilha informação e principalmente, dar sua opinião. Neste sentido, os meios tradicionais de comunicação vivência, desde a década passada, o processo de adaptação em seus formatos de se comunicar. Aderir, alinhar e trazer à suas programações a comunicação alternativa têm sido a tônica das grandes corporações midiáticas. Primeiro o Twitter, Facebook, Instagram e por último, até o momento, WhatsApp. Para o Rádio, a utilização destes dispositivos, como ferramenta de apoio, é mais fácil. É característica do sem fio essa remodelagem, haja vista a interação ser o seu próprio DNA. A TV têm buscado modelos de inserção de várias maneiras. Páginas nas redes sociais, participação de telespectadores, através de hastags em programas ao vivo, vídeos de acontecimentos em seus jornais, dentre outros formatos através dos seus 4 modais semióticos: texto, vídeo, áudio e fotografia. Dar voz e vez aos seus telespectadores e/ou ouvintes, é um caminho sem volta.O mundo globalizado e a tecnologia cada vez mais presente na vida das pessoas, potencializa estes fenômenos de interação. Em mercados com disputa acirrada pela atenção das pessoas, desenvolver esta teia de relacionamento é um processo, acima de tudo, sustentável. -- * O termo foi criado em 2004 pela empresa americana O’Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e de serviços na Web que amplia o compartilhamento de informações online, tendo a própria Web como plataforma.